Um legado de crescimento, integração e inovação para a ACI


11 Dezembro 2025

Presidente nos biênios 2022-2023 e 2024-2025, João Batista Dias faz um balanço do trabalho realizado durante sua gestão.

- Quais foram os principais avanços e conquistas alcançados durante a sua gestão à frente da ACI?

Durante os quatro anos em que estivemos à frente da ACI Montenegro, tivemos avanços significativos que marcaram a consolidação e o fortalecimento da entidade. Um dos principais marcos foi a reforma completa da nossa sede. Modernizamos toda a estrutura e recolocamos todas as salas em pleno funcionamento, oferecendo aos associados espaços adequados, versáteis e alinhados às necessidades atuais das empresas. Hoje, quem é associado encontra um ambiente funcional, preparado e com diversas opções de uso para reuniões, treinamentos e atividades corporativas.

Outro avanço importante foi o crescimento expressivo do nosso quadro associativo. Através de um trabalho muito próximo às empresas, conduzido por toda a diretoria, saltamos de cerca de 250 associados para quase 450. Esse aumento reflete a confiança do empresariado no trabalho da entidade e reforça o papel da ACI como representatividade empresarial na região.

Também avançamos na ampliação da área de atuação da entidade. No início da gestão, atendíamos apenas Montenegro e Pareci Novo. Com o trabalho de prospecção e integração regional, passamos a incluir São José do Sul, Maratá e, mais recentemente, o Polo Petroquímico — com a chegada da Braskem como associada. Receber uma empresa multinacional desse porte reforça nossa relevância institucional e contribui para elevar o nível dos debates, ações e eventos promovidos pela ACI.

Outro ponto de destaque foi a remodelação completa da ExpoACI desde o primeiro ano da gestão. A feira, que antes reunia pouco mais de 80 expositores, passou a contar com mais de 150 empresas participantes. Além disso, conseguimos alcançar o objetivo de transformá-la em uma feira regional, reunindo expositores de vários municípios, que passaram a apresentar seus produtos, potencialidades e forças econômicas. Hoje, a Expo é reconhecida como a maior feira de negócios da nossa região.

Em síntese, esses foram os principais avanços da nossa gestão: modernização da estrutura, crescimento do quadro associativo, ampliação territorial da entidade e a consolidação da ExpoACI como grande referência regional.

- Quais desafios marcaram esse período e de que forma eles foram enfrentados pela entidade?

Durante esse período, enfrentamos desafios importantes, especialmente no que diz respeito à expansão da atuação da entidade. Um dos principais pontos foi compreender como atender de forma efetiva as diferentes regiões que passaram a integrar a ACI. Não bastava apenas representar novos municípios; era fundamental estar presente, entender as demandas locais e oferecer um trabalho que realmente fizesse diferença para cada associado.

Para isso, a diretoria realizou diversas visitas a outras entidades empresariais, buscando referências e soluções que pudessem ser aplicadas aqui. Inicialmente, adotamos um modelo baseado em núcleos, onde cada grupo de empresas atuava em áreas específicas. A partir dessa experiência, evoluímos para um novo formato, que deve ser consolidado no próximo ano: o modelo de vice-presidências por cidade. Essa estrutura permitirá que cada município tenha uma liderança local, garantindo proximidade, representatividade e agilidade nas ações.

Outro desafio expressivo foi a reforma completa da sede da entidade. Para viabilizar essa modernização, foi necessário alterar uma ata antiga e obter aprovação dos associados para a liberação dos recursos. Esse processo exigiu transparência, diálogo e confiança — e felizmente contamos com o apoio integral da base associativa, o que permitiu executar a obra e entregar uma estrutura moderna e adequada às necessidades atuais.

Também enfrentamos o desafio de redefinir o local da ExpoACI. A diretoria, especialmente através do trabalho de pesquisa conduzido pelo vice-presidente de Indústria, Comércio e Serviços, Fabrício Coitinho, avaliou diferentes possibilidades até chegar à escolha da Escola Sinodal Progresso. Essa decisão se mostrou um grande acerto: a feira permaneceu centralizada na cidade, facilitou o acesso do público e permitiu que o evento crescesse ano após ano, consolidando sua relevância regional.

Outro ponto essencial foi retomar e fortalecer os núcleos setoriais, fundamentais para aproximar a entidade dos associados e tratar demandas específicas de cada segmento. Um exemplo marcante é o Núcleo de Mulheres, que realizou um trabalho extraordinário no último ano. Entre seus projetos, destaca-se a parceria com uma escola, onde um grupo de 20 meninas foi desenvolvido para o mercado de trabalho — e praticamente todas foram inseridas profissionalmente ao final do programa. O impacto foi tão significativo que o núcleo formou a próxima presidente e a próxima vice-presidente da entidade, demonstrando sua importância estratégica.

Enfrentemos todos esses desafios com muito trabalho conjunto entre diretoria e equipe, sempre com diálogo, planejamento e foco em fortalecer cada vez mais a ACI. O apoio dos associados e o comprometimento da estrutura interna foram determinantes para superarmos cada obstáculo e consolidarmos avanços que vão permanecer para as próximas gestões.

- Que legado acredita deixar para a próxima diretoria e quais recomendações faz para a continuidade do trabalho?

Acredito que o principal legado que deixamos para a próxima diretoria é o crescimento consistente e sustentável da entidade. Em um período em que muitas associações comerciais no país enfrentam redução de quadro e perda de relevância, a ACI Montenegro seguiu na direção oposta: ampliou o número de associados, expandiu sua área de atuação e consolidou-se como uma entidade regional forte, reconhecida e ativa. Esse avanço não foi apenas quantitativo, mas também qualitativo, com uma atuação mais próxima, presente e alinhada às necessidades do setor produtivo.

Outro legado importante é o trabalho de desenvolvimento que realizamos junto ao Distrito Industrial, sempre próximos dos empresários, prefeitura e governo do estado acompanhando investimentos e contribuindo para criar um ambiente mais favorável aos negócios. Esse movimento reforçou ainda mais o papel da entidade como parceira estratégica das empresas e como porta-voz responsável do desenvolvimento econômico local e regional.

A próxima diretoria já assume uma estrutura organizada, moderna e funcional, com processos consolidados e projetos em andamento. Mas, naturalmente, há muito espaço para inovação e evolução. Minha recomendação é preservar a proximidade com os associados, a presença nas localidades e o acompanhamento das demandas do dia a dia. Ao mesmo tempo, é essencial buscar novos projetos, fortalecer ainda mais os núcleos existentes e desenvolver outros que ainda precisam ser trabalhados. A ACI é uma entidade viva, dinâmica, e sempre haverá oportunidades de avanço.

A nova diretoria terá grandes desafios, porque atender às demandas de uma entidade que cresceu tanto exige dedicação, visão e presença. Mais do que ocupar um cargo, é fundamental entregar um trabalho de qualidade — e isso foi o que nossa diretoria procurou fazer ao longo desses quatro anos e tenho certeza que a diretoria que assume, pelas pessoas que reuniu, também o fará.

Deixo aqui meu agradecimento a toda a diretoria que caminhou comigo nesse período, à equipe da ACI, que foi essencial para cada conquista, e aos associados, que confiaram no nosso trabalho, nos nossos programas e nos nossos projetos. Sem essa união, nada do que realizamos teria sido possível.

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